terça-feira, 13 de setembro de 2011

'Nosso antivírus é tão bom quanto qualquer um pago', diz CEO da AVG

Para JR Smith, resultados independentes mostram quem produtos gratuitos podem ter resultados tão bons quanto os que exigem licença.

PRAGA - “Nosso antivírus é gratuito e tão bom quanto qualquer um pago”. É com esse argumento que o CEO da AVG, JR Smith, espera avançar em um dos maiores mercados de segurança do mundo: o brasileiro.
O executivo disparou contra a concorrência durante o evento de lançamento das versões 2012 dos principais produtos da companhia, o AVG Antivírus e o Internet Security, na cidade-sede da empresa, Praga – capital da República Tcheca. “Os testes comparativos independentes, como os da AV Comparatives, mostram que às vezes somos até melhores que alguns produtos pagos”, afirma.
Por sinal, a bela cidade tcheca também é o quartel –general do maior concorrente da AVG no mundo dos antivírus gratuitos, a Avast, empresa que afirmou ter nada menos que 15 milhões de usuários no Brasil. Embora não divulgue números, JR Smith disse ao IDG Now! que a AVG está “bem perto disso”. Com isso, as empresas tchecas teriam, juntas, praticamente 50% do mercado total de segurança online no país, deixando os outros 30 milhões de internautas para serem disputados por nomes como Norton, McAfee e Kaspersky.
JR Smith segue confiante no modelo “freemium” adotado por AVG e Avast. “Temos um excelente antivírus gratuito, com o mesmo desempenho da versão paga”, afirma. “Quem quiser mais recursos e assistência técnica, é só comprar o produto completo”, completa. Ele admite que a maioria dos usuários não gasta um centavo para usar os produtos da AVG – no entanto, cerca de 65% das pessoas  que pagam vieram das versões gratuitas.
O resultado final, segundo Smith, é lucrativo – embora, mais uma vez, ele não revele cifras. Mas há números que o executivo faz questão de divulgar. A empresa, fundada em 1991, tem 650 funcionários e quase 100 milhões de usuários ativos no mundo, e diz limpar mais de 100 milhões de ameaças diariamente. “A cada 6 segundos ganhamos um usuário”, afirma.
Outro dado enfatizado por ele é que o site da AVG é o mais acessado entre as empresas de segurança há 350 semanas, e o antvírus é o software de proteção mais baixado no Download.com.
A AVG também espera faturar contra o aumento dos ataques contra as plataformas móveis, especialmente o Android. Para isso, lançou há pouco tempo um software de proteção específico para smartphones com o SO.
Smith também rebateu críticas de que empresas como AVG e Avast, por não faturarem tanto, investem menos em desenvolvimento de produto que as concorrentes pagas. “Percentualmente, gastamos tanto quanto eles, e os resultados estão aí para provar”, afirma.
Linha 2012
A empresa demonstou em Praga as versões 2012 de seus antivírus e do Internet Security. Enquanto o primeiro traz a proteção básica contra malwares, o segundo, somente em versão paga, traz recursos como “aceleração de vídeos online”, que promete diminuir o tempo de espera em sites como o YouTube, além dos tradicionais antispam e firewall. O AVG IS2012 também traz scanner de links, tanto em redes sociais como no Messenger e “modo gamer”, que evita verificações quando o micro está sendo muito exigido.
Segundo os executivos da companhia, em relação à versão 2011, a nova está 50% menor em relação ao tamanho dos arquivos de download e tempo de instalação, ocupa 45% menso espaço no HD e exige 20% a menos em termos de processamento e memória.


Tal como a grande maioria dos concorrentes,a AVG diz que seus produtos protegem o internauta usando uma combinação de duas tecnologia. A primeira é o velho sistema de assinaturas, em que um vírus é detectado e produz-se uma vacina específica contra ele – o problema é que a criação de malwares está muito mais veloz que as empresas conseguem acompanhar, o que está deixando esse modelo obsoleto. A segunda barreira é a chamada “heurística/comportamental” – se algum novo arquivo parece ter um comportamento suspeito, como tentar mudar configurações do sistema, ele e barrado a priori.
Outro conceito em voga também adotado pela AVG é a chamada “proteção em nuvem”. Cada vez que o software no PC de um dos 98 milhões de usuários detecta um arquivo suspeito, o código é enviado para análise nos servidores da companhia – os quais produzem uma vacina contra ele, se necessário. “Estamos cada vez melhores nisso”, garante Smith.
* O  jornalista viajou a convite da AVG

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