quarta-feira, 18 de abril de 2012

MP solicita que população registre queixa contra a Embasa
Medidas só podem ser tomadas com a formalização do problema

Ticiane Bicelli - Rádio Metrópole

As reclamações sobre constantes interrupções no fornecimento da Embasa não são mais novidade. Enquanto o serviço, que já era ruim, cai ladeira abaixo, a tarifa de água segue ladeira acima. Como se não bastasse o reajuste de quase 13%, a Embasa anda tirando proveito de cobranças indevidas e ameaçando o corte de água aos consumidores que não pagarem suas contas.

Quem também não anda bem na fita é o presidente da Embasa, Abelardo de Oliveira Filho, que mais uma vez comunicou à Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa, a impossibilidade de comparecer à audiência pública agendada para esta terça-feira (17). Essa é a segunda vez que a Embasa confirma a data e desmarca em cima da hora.

"A atitude do presidente é covarde e uma falta de respeito com a casa e a população", disse o deputado Paulo Azi (DEM), líder da minoria na Assembleia.

O promotor Roberto Gomes, coordenador do Centro de Apoio ás Promotorias de Justiça do consumidor, reconhece a ineficácia dos serviços oferecidos pela Embasa e afirma que o Ministério Público está mapeando as áreas onde há registro de problemas de abastecimento e cobrança indevida. Mas o MP só pode intervir com a apresentação da queixa feita pelo consumidor.

Comissão

Uma comissão vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano foi criada em 2008 para regular e fiscalizar o trabalho da Embasa. Mas pelo visto anda passando a mão na cabeça e defendendo apenas os interesses da empresa. Raimundo Filgueiras, comissário geral da Coresab, atribui o aumento da tarifa sem uma prévia melhora no serviço, à criação de um fundo para a universalização do serviço.

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